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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Uma história muito bem contada: as narrativas de Jair Bolsonaro via Twitter e Youtube

Divulgando de Justificando...


Coluna Féministas Por Catia Eli Gemelli
Nossa realidade é construída a partir de narrativas e é através delas que compreendemos o mundo. Tratam-se de dispositivos discursivos utilizados socialmente de acordo com as pretensões dos sujeitos, ou seja, são construções que não costumam ser ingênuas.
Quem se comunica possui uma intenção ao fazê-lo, mesmo que de forma subjetiva. As narrativas, portanto, são formas de exercício de poder e de hegemonia e se constroem com o tempo. Não é em um único e isolado evento que se compreende uma narrativa no sentido de contar uma história, mas a partir de um conjunto de ações ou episódios. É preciso observar sua sequência e encadeamento para compreender quais são as suas intencionalidades.
É sem precedentes o uso das redes sociais para comunicações (inclusive oficiais) do governo, como o faz o atual presidente Jair Bolsonaro. E essa comunicação que se estabelece a partir das redes possui a intencionalidade de contar uma versão própria dos fatos que estão ocorrendo no Brasil na atualidade. Ou seja, Jair Bolsonaro e sua equipe estão construindo sua própria narrativa – “livres da ideologia da imprensa” – em comunicação “direta” com o eleitorado.
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Desde setembro de 2017 – quando ainda deputado federal – o atual presidente da república possui um canal no youtube, chamado “Bolsonaro TV”. É descrito como “Canal oficial de transmissão das últimas notícias e informações sobre o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro”. O canal possui mais de 1 milhão e 400 mil inscritos e, até o mês de julho de 2019, os vídeos postados já alcançavam mais de 90 milhões de visualizações.
Todos os vídeos postados possuem uma estrutura muito parecida: são curtos, a maioria com até três minutos de duração; são compostos por montagens de recortes de falas de Bolsonaro, de seus aliados, de jornalistas e de seus adversários políticos; utilizam-se de muitos memes. Outra questão que chama atenção são os títulos desses vídeos que fazem uso de linguagem simples e destacam palavras e frases de tom sensacionalista, tais como: “Bolsonaro ignora jornalistas que tentam abordá-lo com perguntas bestas na entrada do congresso”; “Porta-voz MITA contra perguntas IDIOTAS dos jornalistas sobre manifestação pró-Bolsonaro dia 26”; “ADEUS CORRUPÇÃO! Bolsonaro assina NOVO DECRETO que fiscaliza TODO DINHEIRO PÚBLICO”; “Bolsonaro visita Yasmin após imprensa ESQUERDISTA CALUNIÁ-LO por ser ‘IGNORADO’ pela menina”. “Paulo Guedes dá um show de economia liberal e atrai interesse dos grandes líderes do Mercosul.
No twitter, o presidente possui uma página pessoal desde o ano de 2010 e possui 4,56 milhões de seguidores. Nesta conta Bolsonaro descreve-se como “Capitão do Exército Brasileiro, eleito 38º Presidente da República Federativa do Brasil” e realiza postagens diárias, muitas delas com comunicados oficiais importantes, tais como nomeação e exoneração de ministros. Afinal, por que a escolha de tornar públicas informações tão importantes através do twitter?
Bolsonaro tem a clara intenção de mostrar-se um presidente acessível ao seu eleitorado, alguém simples e sem formalidade, como no caso dessa mensagem de 27 de julho: “Após ler em meu Face o apelo do leitor Vennicios M. Teles pedindo para baixar impostos sobre jogos eletrônicos, resolvi consultar nossa equipe econômica. Atualmente o IPI varia entre 20 e 50%. Ultimamos estudos para baixá-los. O Brasil é o segundo mercado no mundo nesse setor”. Desta forma, constrói a ideia de ser uma pessoa próxima do povo e de que qualquer eleitor/a pode ter suas necessidades ouvidas e atendidas pelo presidente da república.
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Além disso, tanto ele quanto sua equipe sabem que é nas redes sociais que se encontra a sua maior rede de apoio e, portanto, é o local em que suas decisões possuirão maior aceitação. Mas mais do que isso, é a forma que Jair Bolsonaro encontrou de neutralizar e desacreditar o trabalho jornalístico.
Os vídeos no youtube são montados com recortes de fala e memes de forma que Bolsonaro pareça estar “vencendo uma batalha”. Ao mesmo tempo em que esses vídeos possuem títulos de deslegitimação e até ridicularização do trabalho de jornalistas, no dia 20 de julho de 2019 o presidente fez a seguinte postagem na sua conta do twitter: “Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos”.
Nesta mensagem Bolsonaro acusa a imprensa de fazer algo que ele e sua equipe fazem a todo momento nos recortes e montagens dos vídeos postados no youtube, como mostram os próprios títulos: pintar a imprensa como inimiga e produzir distorções ao invés de reproduzir a realidade dos fatos. O esforço de mostrar a imprensa como inimiga, ideológica e “esquerdista” está também nas postagens do twitter, como nesta também do dia 20 de julho: “Sempre defendi liberdade de imprensa, mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT.
Outra intencionalidade clara na narrativa construída por Bolsonaro pelas redes sociais é a de simplificar discussões complexas utilizando-se sempre do mesmo discurso que foi a base da sua campanha de governo “combate à doutrinação ideológica e à corrupção”. Não importa qual seja o tema, em suas declarações nas redes sociais ele encontra uma forma de transformar suas decisões em empreitadas na “guerra contra a ideologia de esquerda e à roubalheira dos governos anteriores”.
Esse é o caso de tweet postado no dia 22 de julho sobre o decreto que extinguiu vagas de especialistas no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), diminuindo a presença da sociedade nesses órgãos: “Há décadas a esquerda se infiltrou em nossas instituições e passou a promover sua ideologia travestida de posicionamentos técnicos. O decreto que assinei hoje extingue vagas para órgãos aparelhados no Conselho Nacional sobre Drogas e acaba com o viés ideológico nas discussões”.
Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar”
Sempre que sente a necessidade, seja para encerrar um debate do qual não quer participar ou desviar de questões relativas às suas decisões, cita e responsabiliza os governos anteriores: “Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados.” (Tweet de 20/07/2019).
Por fim, Bolsonaro constrói uma narrativa de “defesa” ao “ataque” da mídia e de “inimigos do povo”, como neste twitter do dia 8 de julho: “A FUNAI, como regra, “cuidava” de tudo, menos do índio. Cada ninho de ratos que toco fogo, mais inimigos coleciono. Acredito no Brasil porque confio em você, cidadão de bem.” Trata-se da construção de uma figura heroica que se põe em risco pela pátria e pelos “defesa dos cidadãos de bem”. A imagem abaixo postada no twitter de Bolsonaro no dia 19 de julho de 2019 ilustra claramente essa construção:
http://www.justificando.com/wp-content/uploads/2019/07/2019-07-30-05.33.00-pm.png
Catia Eli Gemelli é doutoranda em Administração na UFRGS e professora de Administração no IFRS/Campus Osório.
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Terça-feira, 30 de julho de 2019
CONTATO
Justificando Conteúdo Cultural LTDA-EPP
redacao@justificando.com


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O domínio do Anti Cristo? Leia e pense...

Divulgando...


UM TEXTÃO...
...mas você precisa ler para não fazer papel de alienado(a), de trouxa mesmo. Uma coisa medonha está se espalhando pelo mundo, e aqui no Brasil, TALVEZ até você esteja ajudando a disseminar o começo do DOMÍNIO DO DEMÔNIO....leia o texto e reflita...Não acredita? Aguarde e verá, afinal, todos os sinais já estão ai, a disposição de todos que querem pensar um pouco:
"Se você ainda não sabe o que são “think tanks”, Atlas Network, Fórum da Liberdade, Instituto Millenium, Alejandro Chafuen e Irmãos Koch, com certeza ainda não entendeu bem o que está ocorrendo no Brasil e no mundo, nem sabe que as forças de ataque da extrema direita são muito maiores e mais organizadas do que você pensa, infinitamente mais do que MBL, Bolsonaro ou Aécio. Mas, sempre que um boçal lhe atacar com mantras tais como "o comunismo matou mais gente que o capitalismo”, “vai pra Cuba” ou, simplesmente, desatar a colar memes e escrever palavrões na internet, isso tem relação direta com todos os inicialmente citados. Eles promovem concursos com boas premiações, em dinheiro, para que seus membros produzam memes ou vídeos para o youtube que "viralizem", atacando seus adversários. Esse pessoal faz até cursos com o americano James O’Keefe, especialista neste tipo de coisa. A Atlas Reserch Economic Fundation ou Atlas Network é uma instituição norte-americana financiada, majoritariamente, pelos magnatas do petróleo David e Charles Koch, com apoio de centenas de mega empresas mundiais, desde a Philip Morris, Mastercard, etc, chegando à Gerdau, à Fiergs e à Fiesp, no Brasil. Atingem o planeta todo, atualmente. São defensores das idéias de Hayek, Von Mises e da ultra reacionária maluca Ayn Rand, que escreveu, em 1957, o livro “A revolta de Atlas”, defendendo que o mundo pertence e é sustentado pelos ricos e que, sem eles, o planeta cairia no caos. Daí o nome da fundação, Atlas, “entidade” surgida, nos anos 1980, do consórcio entre o inglês Antony Fischer (fundador da IEA) e o americano Leonard Read (da FEE), donos de fundações cujo propósito era vender propaganda ideológica de direita para grandes empresas. Assim nasceu a Atlas, juntando os dois ativistas, financiados pelos Koch, com a adesão de várias outras empresas. Em 1991, com a morte de Fischer, a Atlas foi assumida pelo argentino-americano Alejandro Chafuen, cria mais que reacionária da Atlas, gestado, treinado e educado pelo golpe militar argentino. Este é o indivíduo que está por trás do MBL, por exemplo. E do Millenium, do EPL, do Ilisp, aqui no Brasil... mas, também, da Fundação Eléutera, em Honduras, e da Fundação Pensar, da Argentina.
São as “think tanks” (em uma tradução livre, "entidades formadoras de opinião”). No Brasil, são mais de 30, mantidas e financiadas pela Atlas Network e sua turma. Eles bancam desde "robôs de compartilhamento automático e spam" até os mais boçais serviçais de perfis fakes no varejo da internet, sob a batuta de "intelectuais ideólogos". Um destes “ideólogos” é o gaúcho Fernando Schüller, que andou por vários partidos, inclusive à esquerda, e, agora, é do Millenium e diz que o “sucesso do MBL deve-se ao fato de não ter identificação com partidos” (?!) e que “a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda”.
Bem, nada de se espantar, já que o chefe dele, no Millenium, Rodrigo Constantino, enxerga conspiração de esquerda até na inserção de algo da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo e é o criador do termo “esquerda caviar”. Olavo de Carvalho e suas pataquadas "intelectuais" é um dos "elos fortes da corrente". Também a maçonaria, infelizmente.
Outra peça rara nessa engrenagem é Helio Beltrão, sim, ele mesmo: largou tudo para administrar uma destas “think tanks”, o “Instituto Mises” (tão citado pelos Bolsonaros). Por isso não é de admirar que Schüller declare que “privatizaria toda a previdência e a educação no Brasil” e que "o único caminho para atingir essa meta é ter muitas “think tanks” no Brasil financiadas por empresas".
Até a explosão mundial da web, nos anos 1990, estas “think tanks” não tinham tanta força. Com a internet, ganharam essa magnitude. Seus veículos principais são o Youtube, o Facebook, o Whatsapp, o Instagram... eles têm os blogs (Antagonista e cia) como base, e não a imprensa tradicional, pois descobriram que pouca gente lê e que é mais fácil atacar por memes e pequenos vídeos; que a esquerda não sabe nada dessas coisas e nem dá valor a isso, pelo menos não de forma organizada...

E, aí, você entende, exatamente, qual o papel de cada um nessa história toda, inclusive o seu próprio. É só você procurar que encontra. O time da ultra direita já está “esquematizado” e ganhando de goleada, nas palavras do próprio Helio Beltrão: “É como um time de futebol: a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols (impeachment de Dilma)". O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública."

quarta-feira, 7 de junho de 2017

É pra RIR ou pra CHORAR?!

Divulgando...

                     
Vejam abaixo sem desespero pois temos colegas professores que pensam assim.                        

 Inspirado em Chico, rapper louva Bolsonaro e projeta vertente 'reaça' Neste ano, Luiz Paulo Pereira da Silva, 22, pretende fazer suas primeiras tatuagens. Ele já está certo de quem quer retratar: o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici e o general Newton Cruz.www1.folha.uol.com.br
http://folha.com/no1890534 Via Folha de S.Paulo