terça-feira, 11 de julho de 2017

Deu tudo errado, a educação não é mais a saída e o que sobra é a resistência

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Deu tudo errado, a educação não é mais a saída e o que sobra é a resistência
por Denise Silva Macedo* — publicado 08/07/2017 08h00, última modificação 04/07/2017 11h41
O professor é hoje um profissional derrotado economicamente, politicamente, ideologicamente.
FotosPúblicas/Camila Souza
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Cérebros ou nádegas. Quem não tem dinheiro não estuda. Se tudo der errado. As últimas pérolas dos mercadores e dos compradores da educação alienante no Brasil. Um professor da Unicamp, um deputado, alguns alunos do ensino médio. Quem são esses personagens de um cenário educacional mais amplo bastante preocupante? Apenas alguns dos muitos que atacam o sistema de cotas nas universidades públicas, que defendem que essa mesma universidade se destine a quem pode pagar por ela e que acreditam no sucesso material e na bobagem da meritocracia.
Instituições, como escolas e universidades, públicas ou privadas, não existem no vácuo, mas em contextos sociais muitas vezes graves e confusos, os quais ela vem, perigosamente, reproduzindo. Há sete anos, venho estudando os impactos desses contextos nessas instituições que, em princípio, deveriam ser o refúgio e a defesa da ética, da estética, do saber, do conhecimento desinteressado – como defendia Nietzsche –, das discussões produtivas, da descolonização do saber, do cultivo da visão e do fazer coletivos e, no caso brasileiro, da identidade da América Latina. Em princípio...
Nesta contemporaneidade, abrem-se escolas de princesas, contratam-se pedagogos como babás, configura-se o ensino superior como um ensino médio um pouco melhorado, diretores de escola apoiam o escola sem partido, o governo pós-impeachment estabelece um teto cruel à educação por 20 anos, pais terceirizam seus filhos para escolas que já têm até lavanderias, coachs e plataformas importadas tomam o lugar do professor com seus discursos vazios.
Em épocas de ultraneoliberalismo, pais viraram clientes, alunos são preparados para o vestibular desde o 1º. Ciclo do Ensino Fundamental, professores viraram produto e abaixaram suas cabeças rapidamente, muitas vezes, sem sequer perceberem a própria desvalorização. Os sindicatos se enfraquecem vertiginosamente, sob políticas trabalhistas desfavoráveis e em uma inação que aumenta as dificuldades dos professores em resistirem ao massacre. A visão crítica agoniza; a visão coletiva vira utopia; o questionamento foi substituído pelo simpático consentimento mudo, vazio e covarde.
O professor é hoje um profissional derrotado economicamente, politicamente, ideologicamente. Muitos tentam resistir, mas, como em tempos imemoriais, sequer são entendidos naquilo que defendem. Milton Santos já disse que o intelectual é o ator social mais oprimido no Brasil, e Darcy Ribeiro já revelou que a crise na educação do Brasil não é uma crise, é um projeto ideológico.
As peças do jogo educacional se encaixam, na prática e na teoria. Como chegamos até aqui? De vários modos. Um deles foi e é a falta de questionamento. Como disse Cornelius Castoriardis, o problema da condição contemporânea de nossa civilização moderna é que ela parou de se questionar. Não formular certas questões é extremamente perigoso, mas o sistema se estrutura de modo a mostrar que fazê-lo também o é. Está criado o jogo de tensões entre os silenciosos e os questionadores. Todos pagam um preço, o de perderem a dignidade ou de causarem estranhamento, o qual deveria ser desejável na educação, mas não é. Não é porque esse projeto ideológico de que fala Darcy Ribeiro garantiu gerações e gerações de professores, mesmo mestres ou doutores, acríticos, formatados em cursos superiores, públicos ou privados, voltados para a técnica e para o mercado.
No outro lado desse mundo como perversidade, a mídia oficial ajuda muito no processo de decadência ética, intelectual, crítica. Tira proveito e provoca, dialeticamente, a pocotização de muitos, como adjetivou Luciano Pires, desviando as atenções das questões realmente importantes: anestesia milhões de telespectadores, a cada dia, com a exposição da violência; transforma algumas das pessoas mais estúpidas em celebridades; dita rumos políticos; tira do debate o que convém ser tirado e decide qual será o assunto do dia, no café da manhã, no almoço e no jantar.
O desconhecimento histórico e social do que as cotas e outros auxílios já fizeram a estudantes universitários e suas famílias, a falta de ética secular da política brasileira e o pensamento elitista e falacioso da meritocracia da classe média rondam o cotidiano educacional no Brasil. Perpetuam Paulo Freire: “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.” Entram nas engrenagens sociais, alcançando universidades, onde já há alunos de pós-graduação, mestrandos e doutorandos, querendo ser príncipes e princesa, no que parece ser um processo de disneilandização sem volta.
Darcy Ribeiro disse que tentou fazer uma universidade séria e fracassou. Sim. Neste momento, ninguém poderia consolá-lo. Em várias escolas e universidades, públicas e privadas, muita coisa deu errado. O modo como muitos adolescentes chegam e saem do ensino médio explica parte desse fracasso. A educação, ao que tudo indica, não é mais a luz no fim do túnel, sempre duramente atacada pelo próprio Estado. Ela segue reproduzindo e reforçando, dialeticamente, a violência e a exclusão social. A saída é nos lembramos de como Darcy Ribeiro completa o próprio pensamento, “Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, e ficarmos sempre atentos a de que lado estamos.
*Sócia desde 2017


quinta-feira, 6 de julho de 2017

A formação de uma sociedade do medo através da influência da mídia

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Sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Por Raquel do Rosário e Diego Augusto Bayer
A Mídia tem um papel importante no campo político, social e econômico de toda sociedade. Através desse mecanismo essa instituição incute na população uma consciência, uma cultura, uma forma de agir e de pensar.
O crime desperta curiosidade na população por apresentar uma ameaça. A mídia atua explorando essa fragilidade humana estimulando a sensação de insegurança. A televisão tornou-se um fenômeno em massa, assim como, a alta taxa de criminalidade e, com isto, também cresce a sensação de medo e insegurança em toda população.
Por nos encontrarmos em uma crise de credibilidade política, os telejornais procuram outras categorias informativas para traduzir o interesse da sociedade — geralmente notícias violentas. Assim, a curiosidade pela narração do crime e suas possíveis consequências acabam por ser uma das causas de uma nova cultura de violência, em que essa aparece como um fato normal, corriqueiro, que faz parte do cotidiano.
Não há com um grau de certeza a confirmação de que os meios de comunicação influenciem na opinião pública, o fato é que existe uma influência mútua entre o discurso sobre o crime — atos violentos — e o imaginário que a sociedade tem dele e entre as notícias e o medo do delito. Com isso, pode-se sustentar que existe uma relação sólida entre as ondas de informação e a sensação de insegurança.
A televisão se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer lar e, hoje, informar é fazer assistir. Quando a transmissão é ao vivo, as imagens passam uma veracidade ainda maior aos telespectadores que deixam de lado as possíveis consequências do fato noticiado.
Em uma sociedade como o Brasil, com altos índices de criminalidade, acabam por encontrar um mecanismo de escape na tela da televisão. Conforme relatam Cristiano Luis Moraes e Marlene Inês Spaniol, os medos passam a ser dramatizados em histórias de vingança e de criminosos que são levados aos tribunais e posteriormente à prisão. Isso leva a sociedade a reagir contra o crime como se ele fosse um drama humano, levando-nos a crer que os delinquentes são em maior número e praticam mais delitos do que realmente o são.
A origem do Medo
Desde muito pequeninos aprendemos a temer o medo e a confiar em celestiais criaturas e muitos passam a serem nossos monstros, concepções imaginárias que nos assombram em um quarto escuro, em um sonho, em uma visita ao médico ou dentista, em situações que estamos longe de nossos genitores e nos sentimos ameaçados. No início de nossa existência tudo é seguro, puro e invisível aos olhos. À medida que nos tornamos maiores – criança, adolescentes, jovens, adultos e idosos – o medo passa a ser um de nossos principais inimigos e será ele que, em muitos momentos, nos impedirá de seguir nossos sonhos, de arriscar uma tentativa ou de fazer uma mudança radical. O medo passa a ser parte de nossa vida e em tudo que fazemos sempre estará presente de alguma forma e por algum motivo. Assim, aprendemos a temer o medo.
Segundo Bauman (2008, p. 8), medo é o nome que damos a nossa incerteza: nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito. Vivemos numa era onde o medo é sentimento conhecido de toda criatura viva.
Boldt (2013, p.96) assinala
Tema central do século XXI, o medo se tornou base de aceitação popular de medidas repressivas penais inconstitucionais, uma vez que a sensação do medo possibilita a justificação de práticas contrárias aos direitos e liberdades individuais, desde que mitiguem as causas do próprio medo.
O medo pode surgir das mais variadas maneiras e nascer de qualquer canto de onde vivemos, inclusive, em nossos próprios lares. Temos medo de comida envenenada, de perder o emprego, de utilizar transporte público, de pessoas desconhecidas que encontramos na rua, de pessoas conhecidas também, de inundações, de terremotos, de furacões, de deslizamento de terras, da seca. Temos medo de atrocidades terroristas, de crimes violentos, de agressões sexuais, de água ou ar poluído, de entrar na própria casa e de sair dela, de parar no semáforo. Temos medo da velhice e de ficarmos doentes, de sermos ameaçados, furtados ou roubados. Temos medo da bolsa de valores e da crise econômica. Temos medo de voar de avião. São tantos os nossos medos que não caberia aqui relatarmos todos.
Para Bauman (2008, p.18), riscos são perigos calculáveis. Uma vez definidos dessa maneira, são o que há de mais próximo da certeza. Ou seja, o futuro é nebuloso e as pessoas não deveriam se preocupar em vencer ou não qualquer situação de risco porque, talvez, nunca se chegue a enfrentá-la. Mas, deve prever e tentar evitar oferecendo a si mesmo um grau de confiança e segurança, ainda que sem garantia de sucesso.
A mídia pode ser considerada aqui uma causadora da proliferação do medo na sociedade, pois o medo deixou de relacionar-se a estórias de contos e mitos, da imaginação durante reuniões de família, para ser um aglomerado de imagens e informações que a televisão transmite todos os dias dentro de cada lar e para todas as famílias. A sociedade deixou de imaginar os contos para viver na realidade concreta as situações que são transmitidas através dos telejornais e programas de entretenimento.
O mundo líquido mostrado por Bauman é uma espécie de irrealidade dentro da qual estamos mergulhados, um mundo de aparência absoluta, de ameaças que quase nunca se configuram reais, mas que nos são mostradas cotidianamente, principalmente pela mídia. Diante disso, ele expõe o medo como uma forma inconstante. Podemos ter medo de perder o emprego, medo do terrorismo, da exclusão. O homem vive numa ansiedade constante, num cemitério de esperanças frustradas, numa era de temores.
E, assim, passamos a construir inimigos e fantasmas, nos deixando levar por todo tipo de informação que nos é imposta sem nem ao menos questionar a real veracidade dos fatos. É inegável que vivemos em uma sociedade violenta, com altos índices de barbáries, mas o problema não está na prevenção de possíveis ameaças, mas em considerar que tudo e todos possam ser ameaçadores. Ou seja, viver em alerta constante, excluindo pessoas e julgando indivíduos sem nem ao menos conhecer por medo do perigo que esse indivíduo possa lhe trazer.
O sentimento de insegurança não deriva tanto da carência de proteção, mas, sobretudo, da falta de clareza dos fatos. Nessa situação difunde-se uma ignorância de que a ameaça paira sobre as pessoas comuns e do que deve ser feito diante da incerteza ou do medo. A consequência mais importante é uma crise de confiança na vida, uma vez que, o mal pode estar em qualquer lugar e que todos podem estar, de alguma forma, a seu serviço, gerando uma desconfiança de uns com os outros.
A influência da mídia e sua relação com o medo
A mídia tem por objetivo atender as expectativas imediatas dos indivíduos. Ela pode ser definida como o conjunto de meios ou ferramentas utilizados para a transmissão de informações ao público assumindo um papel muito importante na formação de uma sociedade menos conflituosa. Porém, em uma realidade complexa como a nossa, a mídia desempenha um papel garantidor da manutenção do sistema capitalista, fomentando o consumo, ditando regras e modas e agindo sobre interesses comerciais.
A mídia notoriamente tem papel importante na conjuntura social atual, pois exerce influência em todos os campos, seja na família, na política e na economia, incutindo na população uma forma de agir e pensar importante para a manutenção da ordem.
A mídia, quando tomou corpo de mercadoria, era disponibilizada somente para as famílias mais abastadas. Aos poucos esse público foi sendo ampliado e o acesso a esse tipo de informação chegou também à população menos favorecida ocasionando o que temos hoje, um público em massa dos meios de informação através, principalmente, da televisão.
Schecaira (apud BAYER, 2013) entende que a mídia é uma fábrica ideológica condicionadora, pois não hesitam em alterar a realidade dos fatos criando um processo permanente de indução criminalizante. Assim, os meios de comunicação desvirtuam o senso comum através da dominação e manipulação popular, através de informações que, nem sempre, são totalmente verdadeiras.
Com isso, propagando o medo do criminoso (identificado como pobre), os meios de comunicação aprofundam as desigualdades e exclusão dessa parcela da sociedade, aumentando as intolerâncias e os preconceitos. Utiliza-se do medo como estratégia de controle, criminalização e brutalização dos pobres, de forma que seja legitimo as demandas de pedidos por segurança, tudo em virtude do espetáculo penal criado pela imprensa.
Criam-se normas penais para a solução do problema, porém, o Direito Penal passa a ser apenas um confronto aos medos sociais, ao invés de atuar como instrumento garantidor dos bens juridicamente protegidos.
Hoje, vivemos em constante situação de emergência e deixamos de perguntar pelo simples fato de estar provada a barbaridade dos outros. A partir daí, muros são construídos para separar a sociedade. Há muros que separam nações entre pobres e ricos, mas não há muros que separam os que têm medo dos que não têm (COUTO, 2011).
A manipulação das notícias através dos meios de comunicação aumentam os medos e induzem ao pânico, reforçando uma falsidade à política criminal e promovendo a criminalização e repressão, ofertando ao sistema penal uma legitimação para uma intervenção cada vez mais repressiva, criando um verdadeiro Estado Penal.
A mídia exerce influência sobre a representação do crime e também do delinquente em razão do constante destaque que se dá aos crimes violentos. Assim, a mídia vai colaborando o processo de construção de “imagem do inimigo” – no Brasil quase sempre como dos setores de baixa renda – mas também auxilia na tarefa de eliminá-los, desconsiderando da ética e justificando a opressão punitiva.
Através de uma seleção de conteúdos a mídia tem o poder da construção da realidade, que é um poder simbólico. Esse poder simbólico procura reproduzir uma ordem homogeneizada do tempo e do pensamento, com um único objetivo, a dominação de uns sobre os outros. Com isto, criam sujeitos incapazes de contestar o que se lhes é apresentado de forma a garantir a ordem, a torná-los submissos e dominados.
A mídia incute na sociedade uma política de higienização e rotulação dos desiguais que devem ser banidos da convivência social. Diante da propagação dessa política, cada vez mais os cidadãos são colocados diante de questões criminais que parecem nunca se resolver provocando uma sensação de intranquilidade e medo. Esse último, por sua vez, é agravado pela sensação de vulnerabilidade e de impossibilidade de defesa.
A realidade entre medo e verdade
A frequente exposição da crescente criminalidade através da mídia cria um sentimento de insegurança irreal, sem qualquer fundamento racional.
Na realidade, o principal objetivo da mídia é chamar a atenção do público e obter lucro. Assim, a mídia passa a utilizar expedientes sensacionalistas com fatos negativos como crimes e catástrofes, disseminando um sentimento de insegurança no seio social, ocasionando o surgimento da cultura do medo e formando uma “Sociedade do Medo”. Ou seja, nem tudo que vimos nos telejornais são de extrema veracidade, grande parte desta informação tem uma intenção do porque ser transmitida e, essa intenção, estará sempre relacionada a um fim lucrativo e dominador social.
De acordo com Silveira (2013), para dar sustentação ao ciclo que por diversas formas fomenta o consumo e acarreta o lucro, a mídia, seguindo os ditames da indústria cultural, interage com o público receptador das informações de uma forma muito particular, visto que consegue se adaptar perfeitamente às mais diversas classes, idades e tipos de pessoas, buscando uma relação com o público médio.
Há mais medo do que medo propriamente dito. A televisão tenta retratar os fatos de forma a tornar a informação o mais real possível aproximando os acontecimentos do cotidiano das pessoas e fazendo-as crer que aquela situação de risco poderá acontecer a qualquer momento dentro de suas próprias casas, nos seus grupos sociais. Assim, os telejornais propagam informações sensacionalistas através da exploração da dor alheia, do constrangimento de vítimas desoladas e da violação da privacidade de algumas pessoas. Para chamar a atenção do público, ainda lançam mão de outros recursos semelhantes, como a incitação de brigas entre vizinhos nos bairros populares e os crimes de violências sexuais cometidos por membros de uma mesma família.
Desta forma, mesmo que estejamos mais seguros do que em toda história da humanidade, mesmo assim, as pessoas continuam a se sentir ameaçadas, inseguras e apaixonadas por tudo aquilo que se refira à segurança e à proteção. Isso se dá através do que Silveira (2013) chama de “cultura do medo”, ou seja, o que tem levado as pessoas a intensificarem suas próprias medidas visando uma suposta diminuição de vulnerabilidade, como a construção de muros e barreiras, assim como a se isolarem dentro de suas próprias casas, evitando sair a eventos e espaços públicos por medo da violência, o que configura uma mudança radical de comportamento, algo que beira a paranoia.
Esta forma de isolamento dos conflitos ocasiona uma espécie de divisão social, onde as pessoas economicamente privilegiadas passam a ocupar bairros considerados “nobres” e condomínios vigiados continuamente, restando para a camada mais pobre da população, territórios completamente negligenciados pelo Estado, locais em que a “elite” busca o distanciamento, diz Silveira (2013). E complementa ainda Silveira (2013, p. 300) que “O homem enfrenta grandes dificuldades em conseguir ver o outro como um semelhante e não como um concorrente a ser eliminado”.
Toda essa realidade que se forma na “cultura do medo” acaba por contribuir para o reforço dos preconceitos na esteira da ignorância e da insegurança. Com isso, cria-se a “Sociedade do Medo” aqui abordada que, além de cruel e preconceituosa, passa a ser ignorante e submissa a tudo que lhe é apresentado como verdade absoluta.
César Vinícius Kogut e Wânia Rezende Silva expõe que o medo é fenômeno de paralisação do senso normal da vida, altera relações de formas e espaços, traz à tona uma imagem duvidosa, reflete insegurança, tristeza e dá noção de fragilidade. Por isso, uma das missões fundamentais do Estado deveria ser realizar ações para minimizar problemas e reduzir o medo proporcionando à população uma melhor qualidade de vida, libertando os indivíduos desse sentimento para que vivam em segurança.
Saber que este mundo é assustador não significa viver com medo. Nossa vida está longe de ser livre do medo, assim como, livre de ser livre de perigos e ameaças, porém, não podemos permitir que o que vimos na TV influencie nossa vida a ponto de pararmos de viver, a ponto de guardarmos sonhos que gostaríamos de realizar ou de nos impedir de promover uma mudança. Não devemos nos preocupar com o que ainda não aconteceu, mas procurar sim evitar situações que possam nos colocar em risco e, até mesmo, nos proteger do perigo. Tudo, porém, sem permitir que o medo e a insegurança tome conta de nosso ser e do que somos.
Julga-se importante estabelecer os limites éticos da atuação da mídia, de forma que, respeitem a ordem legal, discipline as atividades e defina suas responsabilidades em relação às pessoas atingidas pela informação que se divulga, sem, é claro, que se perca o direito de informar e de ser informado. É preciso que a mídia banalize menos e instrua mais, sem decidir por si o que as pessoas devem pensar e a forma como elas devem agir em relação ao que foi noticiado.
Por vivermos em uma sociedade complexa, onde o Estado já não mais é capaz de cumprir com seu papel de proporcionar segurança à população, facilita ainda mais a instalação do medo inconsciente das pessoas.
Assim, resta à sociedade acreditar naquilo que é transmitido pela mídia e esperar por um futuro melhor, com menos violência e crimes hediondos. Até lá, a vida segue com uma completa divisão social, na medida em que a elite escolhe seus inimigos nas camadas mais pobres da população e continuam condenando aqueles que menos recursos têm: os já predestinados ao fracasso no sistema.
Como expõe Loïc Wacquant: “tranque-os e jogue fora a chave’ torna-se o leitmotiv dos políticos de última moda, dos criminólogos da corte e das mídias prontas a explorar o medo do crime violento (e a maldição do criminoso) a fim de alargar seus mercados”. Afinal, é esta política que ultimamente tem ganho voto e feito os políticos se elegerem.
Agora, quando os seus direitos e suas garantias fundamentais forem tiradas, só lhe restará sentar no meio fio e chorar, afinal, você pode ter legitimado tudo isso. Cuidado, muito cuidado.
Raquel do Rosário é Formada em Letras pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE); Especialista em Inglês como segunda língua pela Central Piedmont Community College (CPCC) – Carolina do Norte / USA; Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Lisboa / Portugal; Graduanda do Curso de Direito pelo Centro Universitário – Católica de Santa Catarina / Brasil. Email: raquelteacher@hotmail.com
Diego Bayer é Advogado criminalista, Doutorando em Direito Penal, Professor de Penal e Processo Penal da Católica de Santa Catarina e autor de obras jurídicas.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAYER, Diego Augusto. A Mídia, a reprodução do medo e a influência da política criminal. In. Controvérsias Criminais: Estudos de Direito Penal, Processo Penal e Criminologia. Jaraguá do Sul. Letras e Conceitos. 2013.
BAUMAN, Zygmunt. Medo Líquido. Tradução, Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; Ed. 2008.
BOLDT, Raphael. Criminologia midiática: Do discurso punitivo à corrosão simbólica do Garantismo. Curitiba: Juruá, 2013.
KOGUT, César Vinícius & SILVA, Wânia Rezende. A Mídia e seus Efeitos sobre o Medo Social. SESP– UEM.
MORAES, Cristiano Luis de Oliveira & SPANIO, Marlene Inês. Punição e mídia: análise de alguns aspectos que influenciam na violência e na criminalidade.
PELUZO, Vinicius de Toledo Pisa. Sociedade, mass media e Direito Penal: uma reflexão. Revista da Escola Paulista da Magistratura, 2003.
SILVEIRA, Felipe Lazzari da. A cultura do medo e sua contribuição para a proliferação da criminalidade. 2º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade. Santa Maria / RS UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, 2013.
WACQUANT, Loïc. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos. Trad. Nilo Batista. Rio de Janeiro: Revan, 2001.


A origem do medo: Porque a segurança é uma ilusão

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A origem do medo: Porque a segurança é uma ilusão
publicado em sociedade por Laís Matos
Desde que nascemos, somos condicionados a ter medo. O medo é fruto de uma cultura que nasceu junto com o homem e se converteu em estratégia de domínio e poder sobre o povo.
A vida é maravilhosa se não se tem medo dela. (Charles Chaplin)

Ainda quando você é um bebezinho e está começando a andar, você aprende que não pode subir na janela, nem soltar a mão da mamãe na rua. Você descobre que se pegar na panela do fogão vai se queimar ou vai se arrepender se colocar o dedo na tomada. A criança pode até fazer alguma dessas coisas, mas a primeira lição que ela aprende é que SE ela fizer isso, algo ruim acontece.
Desde o inicio da humanidade o homem descobriu que o medo é capaz de dominar povos inteiros. No Egito antigo, os faraós já usavam dessa estratégia para construir impérios e se fortalecer cada vez mais. O mesmo foi feito por grandes líderes das civilizações antigas. No entanto, o caso mais bem sucedido até hoje é o cristianismo. Os valores judaico cristãos estão enraizados na cultura ocidental e refletem em nós direta e indiretamente. Até quem se diz não religioso, sofre com o pecado e a culpa impostos em nós inconscientemente.
E é inevitável, o medo nasce no pensamento. Não dá para saber qual medo é instintivo e qual medo é imposto, seja através do meio em que se vive ou das experiências particulares de cada um. O medo é decorrente do desejo, componente que dá movimento ao ser humano.
No entanto, o medo não é mau, o medo é o elemento de sobrevivência do homem. Um mecanismo de aprendizagem. Tudo que fazemos é porque temos medo de morrer e tentamos prolongar nossa vida ao máximo - nos alimentamos, usamos remédios e vacinas, buscamos uma forma de nos sustentarmos, trancamos a porta da casa a noite e evitamos mudar a temperatura do chuveiro com ele ligado. - tudo que o homem faz desde que nasce é retardar a sua morte.
O problema é quando o homem usa o medo como ferramenta de controle. É o que acontece na televisão, com a religião e nos próprios valores morais. A sociedade vive em uma atmosfera de ansiedade e fragilidade emocional. Algumas pessoas levam uma vida regrada e cautelosa alimentadas pelo bicho papão pós moderno, a cultura do medo.
O próprio sistema capitalista que prega em sua essência o individualismo ajuda a fomentar a cultura do medo. O consumismo e a competição levam o individuo a participar de um modelo egoísta e alienante. A pessoa teme perder o que ela conquistou, teme ser vista como fraca ou pobre. O mérito é a chave para alcançar uma posição de destaque.
O terror pregado pela televisão (em outras mídias também) tem provocado recentemente um clima de preocupação com seus programas policiais de banalização da violência. Nesses programas, o objetivo não é informar e sim causar choque, pânico. A pessoa assiste a crimes horrendos tratados com naturalidade, já que a violência é vista como implacável e parte do cotidiano. O telespectador passa a ter medo de sair de casa - e de ficar em casa também.
Criou-se a ilusão da segurança. A segurança não passa de uma palavra inventada para trazer conforto a gente. De fato, as pessoas podem prevenir certos acontecimentos, mas ninguém tem domínio sobre eles e por isso, não se deve acreditar em uma vida livre de possíveis riscos. Segurança não é garantia, é alimento para o medo.
Assim como Foucault disse sobre os meios docilização do homem - hospital, escola, hospício - o medo tem o mesmo princípio que essas instituições. A ‘instituições de sequestro’ cuidam de disciplinar o indivíduo, adestrar, faze-lo aprender as regras fundamentais da sociedade (ou confina-lo caso não obedeça). O medo não é uma instituição, com corredores cheios de salas e pessoas uniformes, mas pretende "ensinar" o homem a se adequar na sociedade. E por isso pode ser considerado também como uma relação de poder.
Seja pela forma de governo imperialista dos Estados Unidos ou pelo valentão que te batia na escola, a liberdade do homem é ceifada no momento em que o medo lhe é imposto e passa a ser sua condição de sobrevivência.
Sempre que nos vemos tentados a fazer um coisa nova, imediatamente pensamos em algo que nos impeça de fazer. Sentimos medo de nos arriscar porque crescemos vendo e ouvindo que apenas os tolos ignoram seus medos. Ou que homem é livre mas deve temer as consequências dos seus atos, quando na verdade ele deve apenas ser responsável. Há uma diferença entre o temor e o bom senso, que muita gente confunde. E justamente no bom senso que cabe a árdua tarefa de decidir o que é ou não viável.
O medo é nossa prisão diária, que nos mantém vivos e ao mesmo tempo nos afasta de viver em liberdade. Em um mundo onde todos querem o nosso medo, terminamos condenados a amar nossas amarras.

Ninguém leva a sério. Ama comer, ver filme e faz jornalismo porque gosta das palavras.
Saiba como escrever na obvious.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

PROCURADOR DA LAVA JATO DIZ QUE DELATORES FAZEM O PREÇO E ELE ACEITA SE ALVO FOR VALIOSO

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É muito cara de pau! Se tivéssemos uma justiça séria esses caras estariam em cana.

PROCURADOR DA LAVA JATO DIZ QUE DELATORES FAZEM O PREÇO E ELE ACEITA SE ALVO FOR VALIOSO


O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa da Lava Jato, confirmou: os acordos de delação premiada são firmados a partir de uma lógica "utilitária" e "de mercado"; "O benefício [oferecido ao delator] decorre do quanto precisávamos daquelas informações [para a investigação]. É uma lógica de mercado aplicada ao processo penal. Quanto mais eu quero, mais eu preciso, normalmente melhor é a posição do delator. Ele faz o preço e eu acabo aceitando", disse o procurador; nesta terça, os advogados do ex-presidente Lula entraram com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público pedindo que o órgão investigue a conduta do procurador.

Atenção Orientadores Educacionais!

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>>>  Informativo SINPRO <<<

Sinpro convoca orientadores aprovados no concurso de 2014 para ato público no dia 13 de julho

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca os(as) orientadores(as) educacionais aprovados(as) no concurso de 2014 para um ato público no dia 13 de julho, às 15h, no Edifício Phenícia (St. Bancário Norte – Qd 2). A atividade foi decidida após reunião realizada entre o sindicato e a comissão dos orientadores educacionais, com o objetivo de pressionar o Governo do Distrito Federal a retomar as nomeações iniciadas em 2017.

Leia mais no site:

http://www.sinprodf.org.br/sinpro-convoca-orientadores-aprovados-no-concurso-de-2014-para-ato-publico-no-dia-13-de-julho/

Café com Rosa

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Café com Rosa
Por Marcelo Pires


“Sem dúvida, não existe outro partido para o qual a crítica livre e incansável de seus próprios defeitos seja, tanto quanto para a socialdemocracia, uma condição de existência. Como devemos progredir na medida da evolução social, a contínua modificação de nossos métodos de luta e, por conseguinte, a crítica incessante de nosso patrimônio teórico, representam as condições de nossa existência. Pertence, entretanto, à sua natureza, que a autocrítica em nosso partido não atinja seu objetivo de servir ao progresso, e só poderíamos nos felicitar muito se ela se move na direção de nossa luta... Qualquer crítica que contribua para tornar mais vigorosa e consciente nossa luta de classe para a realização de nosso objetivo final merece nosso agradecimento. Mas uma crítica procurando retroceder nosso movimento, fazê-lo abandonar a luta de classe e o objetivo final - uma tal crítica, longe de ser um fator de progresso, só seria um fermento de decomposição.” (Rosa Luxemburgo, Liberdade de Crítica).

Professores devem receber 50% a mais do Abono de Férias! Saiba mais e compartilhe...

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http://www.deverdeclasse.org/l/piso-nacional-do-professor-nao-chega-a-r-2-300-mas-comissionados-do-mec-ganham-muito-bem-clique-e-veja2/

Reunião com Afroempreendedores

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Ilmas (os) senhoras (es),

A Subsecretaria de Igualdade Racial (SIR/SEDESTMIDH), convoca a todas (os) Afroempreendedoras (es) do Distrito Federal, para reunião sobre o PROGRAMA AFROEMPREENDEDOR, à realizar-se dia 12 de julho, às 15h, no Edifício Anexo do Palácio do Buriti, 8º andar, ala oeste, sala 809, Sala dos Conselhos.

Pauta:

1.Plano Operativo do Programa Afroempreendedor;
2.Linha de crédito para Afroempreendedoras (es);
3.Afro Incubadoras;
4.Cadastramento de Afroempreendedoras (es);
5.Delimitação do Perfil do tomador de crédito do POPAFRO;
6.Rede de Afroempreendedoras (as) do DF e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE/DF).    

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FAVOR REPASSAR O CONVITE!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Df em retrocesso... mais uma vez

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PSOL vai ao STF contra suspensão da Lei Anti-Homofobia no Distrito Federal


via PSOL http://ift.tt/2ulrzYR

Ativistas Palestinos pedem ajuda

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Aproximadamente 11 ativistas palestinos foram sequestrados no domingo, 2 de julho, pelas forças de ocupação israelenses. Entre elas Khitam Saafin, presidente da União de Comitês de Mulheres Palestinas (UPWC) e coordenadora da MMM Palestina, e Khalida Jarrar, uma destacada parlamentar de esquerda e defensora dos presos palestinos. 

As forças de ocupação sionistas invadiram suas casas e conduziram ambas as mulheres a um lugar desconhecido. Os atos de detenção arbitrária são uma clara violação aos direitos humanos que as forças de ocupação israelenses fazem histórica e impunemente contra os palestinos e os ativistas da causa palestina. A detenção de importantes líderes palestinas, que dedicam sua vida a lutar pela liberdade, pela libertação de seu povo e pela emancipação das mulheres, é um ataque à Democracia, às mulheres e aos direitos das pessoas. 

Nós, ativistas e amigas da Marcha Mundial das Mulheres, nos unimos em solidariedade e apoiamos o chamado da União de Comitês de Mulheres Palestinas (UPWC) e da Samidoun - Rede de Solidariedade de Presos Palestinos de uma ação internacional para exigir a sua liberação imediata. 



 Assine a petição! Assine e compartilhe essa petição exigindo liberdade imediata para Khalida Jarrar y Khitam Saafin



Mais informação em: http://samidoun.net/2017/07/urgent-demand-freedom-for-khalida-jarrar-and-khitam-saafin-palestinian-leaders-seized-by-israeli-occupation-forces/


Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Vida de professor

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Solidariedade aos professores do Rio.
Os servidores estão morrendo de desgosto, vendendo tudo o que têm em casa , cheios de dívidas, ficando doentes e deprimidos. Para ninguém esquecer: Duzentos mil servidores e aposentados do Estado do Rio de Janeiro sem os SALÁRIOS de ABRIL, MAIO de 2017 e sem o DÉCIMO TERCEIRO de 2016.
Para ninguém esquecer.
Triste e revoltante. 
Você pode copiar e colar?
O BRASIL PRECISA SABER DESTE ABSURDO

Corremos esse risco!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Imagens para relfetir

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Café com Marx

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Café com Marx
Por Marcelo Pires


“Entretanto, o antagonismo entre o proletariado e a burguesia é uma luta de uma classe contra outra, luta que, levada à sua expressão mais alta, é uma revolução total. [...] Não se diga que o movimento social exclui o movimento político. Não há, jamais, movimento político que não seja, ao mesmo tempo, social. Somente numa ordem de coisas em que não existam mais classes e antagonismos entre classes as evoluções sociais deixarão de ser revoluções políticas. Até lá, às vésperas de cada reorganização geral da sociedade, a última palavra da ciência social será sempre: ‘O combate ou a morte: a luta sanguinária ou nada.’ É assim que a questão está irresistivelmente posta.” (Karl Marx, Luta de Classes e Luta Política).

Parece brincadeira, mas vejam!

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AMIGOS VOU CONTAR UMA COISINHA PRA VOCÊS SOBRE O MINISTRO MARCOS AURÉLIO DE MELLO                                                

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de Mello que em decisão monocrática devolveu a Aécio o seu mandato de senador. Pois bem, o ano era 1999 e havia no Brasil um banco chamado Marka do banqueiro Salvatore Cacciola (esse banco foi usado pelas Organizações Globo para bancar a compra de deputados para aprovar a emenda da reeleição para FHC), que havia sido preso por conta de uma fraude que deu um prejuízo de mais de 1 bilhão de reais ao Banco Central brasileiro. Cacciola morava num condomínio de luxo na cidade do Rio de Janeiro, o famoso Gávea Golf Club, apartamentos custando na época 3 milhões de reais e taxa de condomínio de 8 mil reais, isso em 1999, faça uma comparação quanto valia 8 mil reais em 1999 e quanto vale realmente esses mesmos 8 mil reais em 2017. Pois bem, Cacciola saiu da cadeia com um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio de Mello e logo fugiu para a Itália, e agora vem a parte mais inacreditável desse acontecimento. Vejam só vocês que menos de duas semanas depois que Cacciola fugiu do Brasil adivinhem quem é que foi morar no apartamento no Gávea Golf Club que até então pertencia ao banqueiro foragido? Sim amigos, ele mesmo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de Mello. Então, se a gente que é a gente fica sabendo dessas "coisinhas bobas", imagina então o que Aécio não deve saber pra fazer o ministro do Supremo Tribunal Federal soltar sua irmã, seu primo Fred o homem da mala Rocha Loures e devolver seu mandato de Senador, não é mesmo?                                                   As estruturas republicanas estão podres.                                                        Temos que acabar de derrubar as mesmas.
EM TEMPO: O ministro Marco Aurélio de Mello foi indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal por seu primo o famoso Fernando Collor de Mello quando esse na época era presidente da república, agora senador por Alagoas.                        


É UMA MÁFIA QUE ESTÁ NO COMANDO DO PAÍS OU NÃO É?

Cordel da tecnologia

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OLHA QUE CORDEL LEGAL
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 ೋ🎭📖🎭ೋ
                 
         LITERATURA 
                 DE 
            CORDEL
     (Autor  desconhecido)
           
Esse tal de celular
É negócio interessante
Eu que antes criticava
Hoje teclo a todo instante. 
Quase nem durmo ou almoço
E quem criou esse troço 
Tem uma mente brilhante.
  
Quem diria que um dia
Eu pudesse utilizar
Calculadora e relógio
Câmera de fotografar.
Tudo no mesmo aparelho
Mapa, calendário, espelho
E telefone celular. 

E agora a moda pegou
Pelas "Redes Sociais"
É no "Face"ou pelo "Zap"
Que o povo conversa mais.
Talvez não saiba o motivo
Que esse tal de aplicativo
É mais lido que os jornais.
     
Eu acho muito engraçado
Porque muita gente tem
Um Grupo só pra Família
Um do Trabalho também.
E até aquele contato
Que só muda de retrato
Mas não fala com ninguém!

Tem o Grupo da Escola
O Grupo da Academia
Grupo da Universidade
O Grupo da Poesia.
Tem o Grupo das Baladas,
Das Amigas Mais Chegadas
E o da Diretoria.

Tem quem mande Oração,
"Bom dia!", de vez em quando
Que só mande figurinhas
Quem só fica reclamando.
Nos Grupos é que é parada
Dia, noite, madrugada
Sempre tem alguém teclando.

Cada um que analise
Se é bom ou se é ruim
Ou se a Tecnologia
É o começo do fim.
Talvez um voto vencido
Porém o Zap tem sido
Até útil para mim.

Eu acho que a Internet
É uma coisa muito boa
Tem coisas muito importantes
Porém muita coisa à toa.
Usar de forma acertada
Ou, por ela, ser usada
Vai depender da pessoa.
               
Comunicação é bom
Vantagens que hoje se tem
Feliz é quem tem amigos
Fora das Redes também.
A vida só tem sentido
Quando o que é permitido
É aquilo que convém.

Pra quem meu verso rimado
Acabou de receber
Compartilhe esta mensagem
Que finaliza a dizer:
"Viva a vida intensamente
Porque é pessoalmente
Que se faz acontecer!"

                       ══ೋ🎭📖🎭══

domingo, 2 de julho de 2017

Imagens para refletir...

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Vamos avaliar Rollemberg!?

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Votem por favor:
https://opinadf.typeform.com/to/pBWUbO?id=3544m

O que faz Temer

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https://diarioonlinebrasil.blogspot.com.br/2017/07/apos-cancelar-reajuste-do-bolsa-familia.html?m=1

Notícias da Greve Geral

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Muito Obrigado!

Neste sábado (1°), após encerrar o primeiro semestre de 2017 com a #GreveGeral30Junho, venho através desta mensagem te agradecer pelo apoio e participação na luta da classe trabalhadora brasileira.

Ao longo dos seis primeiros meses deste ano, a cada dia, tivemos desafios e mudanças na conjuntura local, nacional e mundial inimagináveis. Até os mais capacitados cientistas políticos não tinham como fazer análises de cenários e projetar o futuro, somente poderiam reafirmar que o momento era de plantio da indignação e reorganização da classe trabalhadora.

A semente da indignação gerou frutos e a nossa reorganização gerou lutas. Tivemos fortes mobilizações, como no Dia Internacional das Mulheres, paralisações, como em 15 de março - dia da Ocupação do Ministério da Fazenda e início da Greve Nacional da Educação, marchas, como o Ocupa Brasília, e as duas maiores Greves Gerais da história da classe trabalhadora brasileira, em 28 de abril e 30 de junho.

Nós escrevemos capítulos importantes na história de lutas das trabalhadoras e trabalhadores de nosso país. Não nos omitimos e temos a consciência tranquila por ter feito nossa parte na defesa de nossos direitos e das futuras gerações. Porém, a luta entre o capital e o trabalho não permiti tréguas e já precisamos iniciar o segundo semestre com todas as energias voltadas para derrotar a Temerosa reforma trabalhista. De qualquer forma, sobre este assunto escreverei em outro momento pois agora apenas quero concluir o texto com meu MUITO OBRIGADO por ter acreditado, apoiado e participado da luta da classe trabalhadora brasileira.

Um forte abraço e ótimo fim de semana!

Rodrigo Britto



http://www.cutbrasilia.org.br/site/na-capital-federal-a-adesao-a-greve-foi-geral/

sábado, 1 de julho de 2017

Unidade na luta

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》》》Informativo SINPRO《《《

Categoria mostra força e unidade em mais um ato contra a retirada de direitos da classe trabalhadora

A união e a mobilização dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais nos momentos mais difíceis sempre foram históricas. Diante da onda de retrocessos e da retirada de direitos vindas do governo de Michel Temer, a resposta não poderia ser outra: a luta. Foi com este sentimento que a categoria compareceu em peso ao ato em defesa da educação realizado durante a manhã desta sexta-feira (30), em Taguatinga. A atividade, promovida pelos(as) professores(as), fez parte do dia de luta da classe trabalhadora e contou com trabalhadores do comércio, dos bancos e de outros segmentos. 


Leia mais no site:  http://www.sinprodf.org.br/categoria-mostra-forca-e-unidade-em-mais-um-ato-contra-a-retirada-de-direitos-da-classe-trabalhadora/

Olha a mídia corporativa

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》》》INFORMATIVO SINPRO《《《

Mídia ataca greve geral e tenta jogar trabalhadores contra os sindicatos

Em matéria sobre a greve geral, comentarista de telejornal tenta discriminar o Sinpro-DF e o Sindicato dos Rodoviários.

Leia mais no site:

http://www.sinprodf.org.br/midia-ataca-greve-geral-e-tenta-jogar-trabalhadores-contra-os-sindicatos/

Rollemberg denunciado

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Rollemberg é denunciado por improbidade administrativa pelo MPDFT

https://goo.gl/m3bvtc


Veja mais em metropoles.com                        

Fala do Papa sobre os Sindicatos

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                        Papa menciona desafios atuais para o movimento sindicalO Papa Francisco recebeu nesta quarta-feira, 28, os delegados da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores, que estão reunidos em Congresso.noticias.cancaonova.com“Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, ‘justiça juntos’. Não há justiça se não se está com os excluídos”


https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-menciona-desafios-atuais-para-o-movimento-sindical/